Indiana Jones and the Last Crusade

De todos os jogos para Commodore Amiga 500 trazidos pela US Gold e pela Tiertex este será, muito possivelmente, o menos mau.
Apesar de não ser nenhuma pérola, tenho um enorme carinho por este jogo. Em primeiro lugar por ser baseado num dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Depois por me lembrar o amigo Pedro. E, por último, por ser daqueles que joguei ainda numa fase inicial de Commodore Amiga. Talvez por isso não lhe tenha tomado bem o jeito e nunca o tenha terminado. Longe disso. Bastante longe. Lembro-me que não passava do primeiro nível.
Quando o experimentei pela primeira vez estava no sótão de minha casa com o Pedro. Lembro-me de ficarmos entusiasmados com a imagem de apresentação do primeiro nível em que aparecia uma “foto” da cena do filme em que o jovem Indiana Jones era perseguido num comboio.
Resta dizer que o jogo, apesar de não ser grande coisa, entretém bastante bem e merece, sem dúvida, que lhe seja dispensado algum tempo de dedicação e carinho.
Numa altura em que não havia internet lembro-me de jogar o primeiro nível seguindo as indicações de um mapa publicado na antiga JND e que ainda tenho guardado cá em casa.
No fundo, é um jogo que me é muito querido e que vale mesmo a pena ser jogado ainda nos dias de hoje. Também pelas boas memórias que transporta mas, sobretudo, porque é um jogo que ainda vale a pena.
Um abraço “retromaníaco” e até já.

Mercs

Há memórias que são muito boas. Mesmo com jogos muito maus. Este é um desses casos.
Para que eu não seja mal entendido deixo aqui bem claro: Mercs é um excelente jogo. Só não o consegue ser no Commodore Amiga porque a conversão do original das máquinas arcade está péssima como, aliás, não seria de esperar outra coisa da US Gold e da Tiertex. Os maus exemplos são tantos que até chateiam... Mas isso é outra história.
Naquela altura, depois de ler a análise feita pelo João Cruz na saudosa JND de domingo, fiquei com água na boca. Não descansei enquanto não consegui comprar o jogo. Mas a desilusão foi tomando conta de mim.
A verdade seja dita: naquele tempo, mesmo os jogos fracos mereciam muito do nosso tempo e atenção. Este não fugiu à regra. Foram muitas as horas a jogar Mercs, até para lhe tentar encontrar o encanto que o João Cruz falava na sua análise ao ponto de lhe chamar “a conversão do ano”. Diverti-me muito, é certo, mas o jogo ficou muito aquém. Ainda hoje não percebo como teve uma nota 20 quando o War Zone da Core Design, muito melhor que este, apenas teve um 18. É que os dois jogos nem têm comparação. Enfim...
Mesmo assim gosto de o revisitar. Confesso que já o fiz por muitas vezes. Mas ainda não consegui afastar a frustração que me acompanhava na altura. Deve ser por o jogo continuar a ser fraco. E, claro, por nunca o ter terminado. Isso dá cabo de mim. Mas acaba por ser um convite a continuar a tentar. E essa é a beleza deste mundo do Commodore Amiga. Há sempre algo que queremos jogar e nos dá prazer...
Abraço retromaníaco e até breve.

Magic Pockets

Hoje é dia de Magic Pockets. 
Confesso que a história do jogo já não está bem presente na minha memória.
Lembro apenas um rapazinho de boné na cabeça e óculos escuros que para derrotar os simpáticos inimigos que iam aparecendo pela frente recorria a algo que trazia dentro dos bolsos. Um jogo que foi trazido pelos fantásticos Bitmap Brothers e que está muito bem conseguido.
Na altura devida não o joguei da forma aprofundada que devia ter feito pelo que está neste momento em lista de espera para tomar o lugar que realmente merece, por direito. Pode ser que seja agora que lhe consiga ver o fim. É essa a minha esperança.
É certo que o sabor nunca será o mesmo mas isso faz parte da vida de um gamer virado para o passado como eu. Há prazeres inexplicáveis. Jogar Commodore Amiga é um deles.
Ainda há tanto a descobrir. A vida é bela =)

The Newzealand Story

No final dos anos 80 instalava-se a febre dos "pintainhos", ou melhor, dos kiwis. Essa febre foi trazida por mais um êxito das arcades trazido pela Taito e que tinha por título The Newzealand Story. Já não me recordo bem da história do jogo mas, à semelhança de muitos outros títulos da altura, era simples e "déjà vu".
Controlávamos um pequeno kiwi de nome Tiki e tínhamos de salvar muitos outros kiwis, entretanto raptados pelo malvado Walrus e que era, bem... não sei bem o que era... parecia uma espécie de baleia ou foca gigante. Sei que o jogo era brilhante e que nunca o consegui terminar. Ficava na altura encalhado algures numa das fases do 4.º nível e creio que o jogo tinha 5 níveis, cada um com quatro fases. Mas adiante...
Este é um dos jogos que me traz melhores recordações e dos que desperta em mim uma maior nostalgia. E uma das coisas mais fantásticas que este jogo tem é que recomecei recentemente a jogá-lo e ele consegue manter quase tudo de bom que tinha no final da década de 80.
Para a eternidade ficaram no meu cérebro duas memórias com imagens gravadas desses tempos. A primeira foi de chegarmos um domingo de manhã a tua casa Pedro, no fim de mais um ensaio do grupo coral, e de me mostrares como eram as fases do 4.º nível pois eu ainda não tinha conseguido passar do terceiro. E para me mostrares a novidade tinhas deixado o computador ligado a noite inteira para que ao recomeçar a jogar pudéssemos fazê-lo logo a partir da primeira fase do quarto nível (não havia cartões de memória ou algo do género para ir gravando o progresso no jogo. Desligar o computador significava, em quase todos os jogos, voltar a jogá-lo do início).
A outra boa memória, foi o dia em que chegaste ao liceu e a primeira coisa que fizeste foi vir ter comigo com um sorriso na cara enquanto dizias: "acabei o Newzealand Story". Só quem anda nisto do mundo dos videojogos há muito tempo é capaz de perceber a beleza desta recordação. E eu, felizmente, consegui trazê-la comigo até aos dias de hoje.
Resta dizer que ultimamente os meus dias têm-se tornado um bocadinho melhores e a principal razão para isso acontecer tem um único nome: The Newzealand Story.
Um abraço "retromaníaco" e até breve.

The Chaos Engine

Hoje passei boa parte do dia atrás de boas recordações. Muitas. Óptimas. Únicas.
Depois de reler todos os posts antigos deste meu blogue ressurgiu uma vontade enorme de passar por cá mais vezes e durante muito mais tempo. Antes que algo me impedisse, comecei por criar uma página sobre este meu blogue no facebook (https://www.facebook.com/cebolinhamiga500?ref=bookmarks) e passei uma enorme quantidade de tempo a substituir todas as fotos atrasadas por outras com maior qualidade. No final de tudo apenas precisei de escolher mais um jogo que ainda não tivesse sido publicado para conseguir acrescentar algo de realmente novo nesta minha página.
E a escolha caiu no clássico The Chaos Engine. Um título que dispensa apresentações e que teve um remake para pc o ano passado com uns gráficos melhorados.
No jogo encarnamos a pele de um entre seis mercenários à escolha e a nossa missão, bem difícil, passa por destruir a "The Chaos Engine" e o seu criador. Bem ao estilo de clássicos como War Zone ou Dogs of War, este The Chaos Engine está soberbo. E outra coisa não seria de esperar dos Bitmap Brothers, criadores de outros grandes êxitos como Speedball 2, Xenon 2 ou Gods, por exemplo.
É um dos melhores jogos existentes para o Commodore Amiga mas, vá-se lá saber porquê, ao contrário do War Zone, nunca lhe vi o final. Uma falha muito grave que vou ter de reparar um dia destes. Talvez com a ajuda do Pepé. Quem sabe...
Passei bons momentos da minha adolescência na companhia destes mercenários. Tempos que me deixam muitas saudades.
Um jogo obrigatório para todos os amantes dos videojogos.
Um abraço "retromaníaco".

Miguel

Kick Off 2

Primeiro haveria de chegar o Kick Off 1. Foi um dos jogos que chegou juntamente com o meu Commodore Amiga em 1990.
Depois foi o vício completo quando pus as mãos neste Kick Off 2 que ainda nos dias de hoje é o jogo de futebol que mais prazer me dá a jogar.
O primeiro jogo já estava soberbo mas, por incrível que pareça, ainda era possível melhorar. A perfeição ficava agora ainda mais perto. Dino Dini e a Anco voltavam a surpreender criando um jogo de futebol imperdível e viciante.
Neste Kick Off 2 já era possível trocar a cor dos equipamentos, alterar as tácticas, participar 4 jogadores ao mesmo tempo e até ver a repetição das melhores jogadas e, se as achássemos merecedoras disso, tínhamos até a possibilidade de as gravar. Na minha disquete da altura ainda lá tenho gravados meia dúzia de grandes golos que são para mim como uma máquina do tempo à qual recorro frequentemente.
Há ainda a velocidade do vento e a introdução do tempo suplementar entre outras inovações imperdíveis.
É impossível descrever o quanto este jogo me acompanhou em tantos anos da minha vida.
Há coisas que são mesmo muito difíceis de explicar.
Há uns tempos, para reviver todas essas boas memórias da forma mais perfeita possível, cheguei a levar o mesmo Commodore Amiga para casa dos meus pais, para o mesmo sótão da altura e este Kick Off 2 foi dos primeiros jogos a ser revisitado. Porque há cheiros, sítios, perspectivas, lugares e montes de outras pequenas coisinhas que preenchem o coração de uma forma mais plena.
E garanto-vos que não consegui encontrar até aos dias de hoje uma forma melhor de festejar um golo.
Um abraço retromaníaco e até breve. Prometo.

War Zone

Hoje é dia de voltar ao passado para falar de um dos meus jogos preferidos de sempre. Felizmente, por estes dias, estou a conseguir reunir forças para jogar Commodore Amiga diariamente. Um sonho antigo que ganha forma a pouco e pouco. Ao que tudo indica brevemente chegará cá a casa um Amiga 1200 com muitos dos jogos do catálogo whdload instalados pelo que resta ir contando os dias até que essa benção seja uma realidade! Um dos primeiros jogos a revisitar será este War Zone da Core Design. Na primeira metade dos anos 90 era um vício tremendo tendo completado todos os seus 8 níveis por várias vezes, quer a solo quer com o amigo Pedro que foi o meu melhor amigo desses tempos.
O jogo segue a linha de clássicos como Ikari Warriors, Dogs of War ou Mercs mas com mais qualidade. É uma espécie de Frenetic "por terra".
Felizmente esta minha relação com o Commodore Amiga não é completamente solitária. O meu primo Simão Pedro sofre da mesma "doença" (ZX Spectrum incluído) e comprou também ele um Amiga 1200 para jogar muitas das grandes pérolas do passado. Para além disso, a "doença" alastrou-se ao meu sobrinho Zé Paulo que tem por este War Zone uma predilecção especial. Andamos agora apenas à procura de um dia livre para podermos jogar "a dois" e voltar a acabar esta obra prima da Core Design. Já não deve faltar muito. Há coisas que não se explicam e que sabem mesmo bem. Muito bem.
Abraço "retromaníaco".

Freddy Hardest in South Manhattan

Depois de cerca de ano e meio sem qualquer actualização eis que vou organizando a minha vida, aos poucos, e assim vou conseguindo retomar progressivamente alguns dos meus hobbies preferidos. Hoje chegou a vez de actualizar este meu querido blogue onde espero regressar de uma forma mais frequente e regular. porque me faz bem. Muito bem.
Hoje deixo-vos este Freddy Hardest in South Manhattan que, apesar de ser um jogo medíocre, acabou por me marcar na sua altura.
O jogo é uma espécie de Arcade-Beat'n'up muito semelhante ao conhecido "Vigilante" dos salões de Arcade e que teve muito sucesso no famoso ZX Spectrum. No entanto este, apesar das diferenças gráficas óbvias, mais não tem para oferecer do que exactamente isso mesmo. Com uma jogabilidade muito pobre e monótona cedo entrou na minha lista de "disquetes a desgravar". Felizmente, passados alguns anos consegui recuperá-lo e ainda o guardo pelo que representa para mim. Foi dos meus primeiros jogos no Commodore Amiga e isso, só por si, é razão mais do que suficiente para ser um objecto de culto... Eheh!
Lembro-me perfeitamente de o ter visto em casa do Pedro no mesmo dia em que me mostrou o grande "Battle Squadron" e me convenceu que tinha realmente de conseguir comprar um Amiga. E felizmente isso foi uma realidade. Uma das decisões que mais influenciou a decurso da minha vida.
Hoje à noite, se os catraios adormecerem cedo e o cansaço não for demasiado, estou tentado a voltar a experimentá-lo. Quanto mais não seja, pelas enormes recordações que me traz.
Um abraço retromaníaco e continuação de bons jogos.

Golden Axe

Hoje trago-vos um dos meus primeiros jogos no Commodore Amiga: Golden Axe. Na verdade trata-se de uma conversão do original para os salões arcade e que está muito bem conseguida quase não se notando as diferenças em relação ao original.
O jogo segue a linha de outros clássicos como Double Dragon ou Target Renegade mas inserido num ambiente bárbaro bem ao estilo do universo "Conan". A nossa missão passa por escolher um dos três guerreiros que temos disponíveis e ir eliminando todos os inimigos que nos aparecem pela frente até chegarmos ao execrável Death Vadder. Uma missão que não se revela nada fácil mas que depois de concluída nos dá um enorme gozo.
A versão que tinha na altura (e que ainda possuo) trazia a opção de jogarmos com vidas infinitas desde o início o que "mata" qualquer jogo pela raiz. Acho que foi essa a razão para nunca o ter concluído sem usar essa espécie de aldrabice. Reconheço que é uma vergonha.
Talvez hoje, passados 20 anos, ainda vá a tempo de me redimir. É que vou dedicar a minha tarde a uma sessão de retrogaming com os meus sobrinhos e este Golden Axe será certamente um título a revisitar. Logo veremos se será com sucesso ou não...
Um abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Speedball 2 - Brutal Deluxe

Enquanto o meu sonho de criar um site completamente dedicado aos jogos do Commodore Amiga vai esperando pacientemente pela sua concretização, resta-me aparecer por aqui, de quando em vez, para trazer à memória óptimos momentos da adolescência que esses mesmos jogos ajudaram a criar. Hoje falo-vos de uma das obras-primas dos Bitmap Brothers: Speedball 2 - Brutal Deluxe.
E resolvi trazer-vos hoje este jogo pois foi precisamente no início de mais umas férias de Natal que o haveria de comprar, há cerca de vinte anos atrás. Nessa manhã, como já disse num outro post anterior, comprei 9 jogos onde apenas 1 deles ocupava 2 disquetes. De todas as vezes que fui às compras (e foram mesmo muitas) esta é a que recordo com mais saudade pois terá sido aquela onde consegui conciliar qualidade e quantidade da melhor forma. Senão reparem bem nos nomes envolvidos: Speedball 2, Gods, Magic Pockets, Prince of Persia, Rainbow Islands, Parasol Stars, Mercs, Prehistorik e Rodland. Ora digam lá se não é um conjunto de jogos de luxo? Qual deles o melhor?!! Já falei de alguns deles anteriormente e os outros terão aqui também direito a um post personalizado futuramente, isso é certo. Mas hoje é o Speebdall 2 que merece toda a minha atenção.
Comprámos essa carrada de jogos num sábado de manhã e na tarde do dia seguinte juntámo-nos em tua casa com o Tono e o Sérgio a jogar todas as novidades. Claro que o jogo que mais rolou foi este Speedball 2 pois é claramente o mais poderoso na vertente multi-jogador.
O jogo consiste numa espécie de futebol futurista onde os jogadores estão equipados com armaduras e lutam numa arena pela posse de uma bola de aço que têm de introduzir na baliza da equipa adversária. Além disso há outras tarefas secundárias que trazem também pontos à respectiva equipa e que pode fazer a diferença no resultado final. Para fechar em beleza resta informar que nestas partidas o que não existe são árbitros e faltas pelo que podemos perfeitamente encher os nossos adversários de porrada para conseguirmos desesperadamente a posse da bola. Ora digam lá se não é brilhante?
Lembro-me de fazermos autênticos torneios nessa mesma tarde enquanto ouvíamos "How do you do" dos Roxette, "Feels like forever" do Joe Cocker ou "Too much love will kill you" ainda cantado pelo Brian May. Uma tarde de sonho.
Fecho os olhos e ainda consigo ouvir o Amiga a dizer: "Brutal Deluxe vs Revolver" ou o vendedor a gritar "Ice Cream! Ice Cream!" enquanto estávamos a esmigalhar mais uma perna ao adversário em pleno jogo. Demais.
Não é por acaso que este é ainda um dos jogos mais populares entre os muitos elementos de toda a comunidade Amiga espalhada pelo mundo inteiro. Porque passados todos estes anos ainda não perdeu nenhum do seu brilho. Longe disso.
Hoje não tenho andado a jogar outra coisa. Até porque amanhã vou fazer uma tarde inteira de retrogaming com os meus sobrinhos e não posso passar pela humilhação de perder com o Pepé. Veremos quem vai levar a melhor.
Um abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Car-Vup

Hoje trago-vos mais um jogo da minha "Software House" favorita: Core Design Limited. Depois de já vos ter falado de Rick Dangerous 1 & 2 e Frenetic é chegada a vez deste Car-Vup. Lembro-me de ser noite. Era um dia da semana mas não consigo precisar qual. Vieste com a tua mãe a minha casa para tratar de alguns assuntos relacionados com o Teatro e trouxeste este "Car-Vup" que tinhas comprado em S. J. da Madeira. Lá experimentámos uma vez de forma muito rápida para eu me familiarizar com o jogo e lá o gravei para acrescentar à minha colecção. Deste jogo, é esta a memória mais nítida que trago comigo. Esta e aquele diabinho que aparecia a dizer "TURBO" quando demorávamos algum tempo a concluir alguma fase de cada nível. Ainda hoje me apetece enche-lo de porrada.
Para quem nunca se cruzou com este Car-Vup basta dizer que o objectivo principal do jogo se assemelha bastante ao clássico City Connection das máquinas de salões arcade. No entanto, e na minha modesta opinião, este é bastante superior em todos os aspectos (excepto na aparição do tal diabinho, raios&%$#$$). Inserido num universo um pouco "cartoon" controlamos um carro muito peculiar cujo objectivo é percorrer todas as plataformas do jogo. Acreditem que se trata de uma tarefa que, à medida que vamos progredindo, se torna bastante caótica.
A jogabilidade, como a Core já nos habituou, está soberba e os gráficos têm aquele "não sei quê" típico da Core e que acaba sempre por me cativar de uma forma especial. E isto anos-luz antes de criarem uma tal de Lara Croft, não sei se já ouviram falar...
Fico por aqui pois estou a meio de uma jogatana de "Warzone" (outro grande título da Core) com o meu sobrinho Pepé.
Um grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Miguel

P.S. Quanto ao João Azevedo, queria agradecer as palavras simpáticas que deixou por aqui. Já passei pelo seu blogue e prometo ir continuando a passar por lá.
Quanto à rom do "Car-Vup" é só deixar aqui um contacto e eu enviarei com todo o prazer pois tenho aqui uma que funciona na perfeição =D
Já agora, se não for pedir muito, gostaria de saber se era leitor assíduo da rubrica "Micromania" na JND do Jornal de Notícias de Domingo. É que tenho aqui inúmeros recortes dessa secção mas queria ampliar a colecção pois acabei por perder alguns números. E, para mim, essas páginas hoje digitalizadinhas num pc valem ouro...
Ah, já me esquecia. Disquetes de Amiga terei mais de 2000, certamente! Se conhecer alguém que queira vender um Amiga 1200 com Disco Rígido de 4 Gb, memória ram de 64 MB, não hesite em me avisar. Obrigado.

Chase HQ II - Special Criminal Investigation

No mundo dos videojogos, à semelhança do que acontece na vida real, não raras vezes, fazemos o caminho "ao contrário". Foi o que aconteceu comigo e com este Chase HQ II.
Tinha ficado impressionado com a excelente crítica ao seu antecessor na secção "Micromania" que saía todos os domingos na JND. Quando a minha mãe me deu a oportunidade de comprar os meus primeiros 2 jogos, Chase HQ foi dos primeiros que procurei para ver se constavam na lista. Acabei por me decidir pelo "Toki" e, como não encontrei o primeiro capítulo acabei por trazer este Chase HQ 2. E foi assim que acabei por fazer o caminho do fim para o início pois só mais tarde haveria de conseguir o Chase HQ original que, vá-se lá saber porquê, acabou por me cativar bem mais do que esta sequela. Mesmo assim o jogo cumpre a sua função e fez-me companhia em bastantes tardes de sol. Fica a mágoa de nunca o ter terminado. Ainda conseguia chegar à última missão mas nunca a consegui concluir. Era mesmo muito difícil...
Recordo que se trata de um jogo de perseguição policial onde, nesta sequela, temos também a possibilidade de ir tirando energia ao criminoso perseguido através de tiros certeiros disparados pelos agentes no interior do nosso veículo.
Enfim, mais uma das inúmeras conversões dos salões arcade feitas pela extinta Ocean e que me deixam com água na boca. Espero voltar a estas ruas em breve para concluir finalmente essa última missão iniciada há cerca de 20 anos atrás. Será que ainda vou a tempo?
Saudações "retromaníacas".

Superfrog

Hoje traga-vos um dos jogos mais completos para o Commodore Amiga 500. É por muitos considerado, ainda hoje, o melhor jogo de plataformas. De facto, tendo em conta as capacidades da máquina, este Superfrog impressiona em todos os sentidos. Graficamente é muito difícil encontrar melhor no Amiga e em termos de jogabilidade é mesmo do melhor que há. E a acrescentar a isto tudo tem 5 níveis, cada um deles divididos em várias fases e todos eles enormes e com muito para explorar. Ainda me recordo de o jogar vezes sem conta e de quando acabei a última fase do quinto nível. Estava convencidíssimo que tinha acabado o jogo e, de repente, surge um nível "surpresa" com dificuldades acrescidas e com mais umas quantas fases para jogar. O que é que eu poderia querer mais de um jogo que eu já achava fora-de-série? É claro que me lembro muito bem de o ter acabado. Parece que foi agora mesmo que dei cabo daquela bruxa toda catita que era o "boss final". Bons tempos. Mesmo muito bons.
E o curioso de tudo isto é que, ao contrário da maior parte dos jogos de que dispunha que eram adquiridos depois de consultar a secção da JND de domingo ou através de gravações feitas de jogos de amigos, este Superfrog tem uma história completamente diferente. Estávamos já numa fase "final" do reinado do Amiga 500 e estava eu na EPC informática onde costumava comprar sempre vários jogos de uma assentada. Naquele dia, já tinha passado os olhos pela lista várias vezes mas não encontrava nada que me agradasse para gastar o dinheiro que ainda me sobrava. Foi então que a simpática funcionária me perguntou o tipo de jogos preferido. Resposta pronta: "Plataformas". Então ela sugeriu este Superfrog e eu respondi: "4 Disquetes? Nem pensar". É que eu detestava andar sempre a trocar disquetes pois esses jogos normalmente demoram mais tempo nos loadings do que no "prazer" propriamente dito. Ela insistiu: "Pelo que a malta diz é dos melhores que anda aí. E ninguém ainda se queixou do número de disquetes". Resolvi aceitar o conselho. Ainda bem. Dos melhores jogos que joguei até hoje e, apesar das 4 disquetes, estas apenas têm de ser trocadas por uma vez reduzindo ao mínimo os tempos de loading. Até nisso o jogo é brilhante. Até apetece deixar um abraço aos tipos da Team 17.
Infelizmente já me dei conta que as férias não me estão a proporcionar o tempo que eu julgava para poder reviver estas grandes pérolas. Mas sinto que este Superfrog é uma casa à qual hei-de regressar um dia destes. Espero não estar enganado.
Saudações "retromaníacas".

Miguel

Cabal

Hoje trago à memória mais uma excelente conversão de um êxito dos salões arcade e que nos foi trazida pela saudosa Ocean. O primeiro contacto que tive com este jogo foi no Verão de 1989 quando estava na Costa da Caparica num curso para jovens músicos promovido pelo Inatel. Numa das poucas noites que tivemos livre entrámos num salão arcade e lembro-me de ter ficado bastante impressionado com este Cabal que até me conseguiu arrancar algumas gargalhadas na altura.
Um pouco mais tarde no tempo, já não me lembro bem como, lá consegui a respectiva versão para o Commodore Amiga. Embora os controlos não fossem os melhores pois acabávamos por disparar granadas mesmo "sem querer", o jogo estava muito bem conseguido e foi uma óptima companhia durante muitas tardes a fio. Infelizmente nunca o terminei. Já não me recordo se devido à sua dificuldade ou se era mesmo eu que ainda era um novato na altura e, por isso mesmo, não conseguia progredir. Talvez essa dúvida seja um bom pretexto para poder jogá-lo um dia destes. O que eu me recordo e muito bem é que adorava o clássico Operation Wolf pelo que este Cabal, na altura, fez as minhas delícias.
Um jogo a reviver sem hesitações. Uma verdadeira pérola.
Grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Prehistorik

Os jogos da Titus nunca foram dos meus preferidos. Há que reconhecer que a qualidade não era propriamente a melhor. No entanto, há pelo menos dois deles que, para mim, são uma excepção: Crazy Cars 3 e, claro, Prehistorik.
Este último faz-me lembrar algumas das tardes solarengas de domingo que passávamos em frente ao Amiga. Ainda me recordo de quando descobrimos alguns cenários secretos de bónus completamente por acaso. O que já não me consigo recordar é do número de níveis que o jogo possui. Sei que o acabámos várias vezes até porque o mais difícil era mesmo acaba-lo a primeira vez. Depois, sei muito bem que o acabávamos todas as vezes que jogávamos. É, certamente, um dos jogos aos quais vou voltar já na semana que vem. Pode levar algum tempo, mas acredito que vou voltar a ver como acaba. Nem imaginam o prazer que isso me dá.
Como o nome indica, o jogo transporta-nos até aos tempos da Pré-História. Controlamos um autêntico Homem das Cavernas que, com a ajuda de um bastão, vai dando cabo dos mais variados animais. Ficam na retina aquelas passagens originais em que andamos de balão ou até mesmo de Asa Delta. Genial.
Pode não ter a profundidade e humor de Chuck Rock mas que tem uns gráficos catitas, isso tem. E a jogabilidade, apesar de não ser perfeita, faz bem o seu papel. Até apetece perguntar: "porque é que os jogos não são todos assim"?
Um grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Rodland

Este é daqueles jogos em que só pelo facto de olhar para o screenshot quase desato a chorar. É daqueles jogos em que as minhas memórias se apresentam mais nítidas e isso traz ainda mais saudade de um tempo que eu espero, um dia, volte a ser Tempo.
Fecho os olhos e volto a ver-nos na EPC Informática. Nesse dia compraste o Robocop 3 e mais 1 ou 2 jogos que agora não recordo o nome. Eu lembro-me de ter trazido 10 jogos, todos ocupando apenas 1 disquete. Alguns deles, como Speedball 2, Prince of Persia ou Magic Pockets, falarei em outros posts. Hoje vou falar apenas de um deles: Rodland.
Trata-se de uma das mais fantásticas e bem conseguidas conversões de um jogo arcade. É de tal forma perfeito que, por vezes, até nos esquecemos que não estamos a jogar na máquina original. Simplesmente genial.
No jogo controlamos uma menina com uma "varinha mágica" muito eficaz e temos de tentar salvar a nossa mãe que foi raptada e está algures feita prisioneira numa torre. São 40 níveis que se jogam com um prazer de tal ordem que nem damos conta dos minutos passarem. O nível gráfico é extraordinário e os "Bosses" que aparecem de 10 em 10 níveis estão muito bem conseguidos. Na altura acabei-o por várias vezes. Ultimamente tenho voltado a jogá-lo mas estou "encalhado" no Boss final. Mas hei-de conseguir ultrapassar isso. Espero. Já com uma TV Led de 42''. Oram digam lá se não ajuda...
Abraço "retromaníaco".

Escape from the Planet of the Robot Monters

Como muitos dos jogos para o Amiga este Escape from the Planet of the Robot Monsters era mais uma conversão de um clássico dos salões arcade. Apesar de ser um jogo mediano, na altura fiquei encantado com os gráficos. Foi um dos meus primeiros jogos e, talvez por isso, consegui inúmeras vezes contornar a fraca jogabilidade que ele oferecia e acabei por lhe dispensar muitas horas de vício. Mas reconheço que podia e devia estar bem melhor. Principalmente na campanha a solo. Já quando jogado com um amigo a nota final dispara para o dobro embora a dificuldade, infelizmente, não caia para metade. Tenho alguma curiosidade para o experimentar com a Odete na nova casa para onde me vou mudar no final do mês. Acho que vai ser uma boa companhia, pelo menos por um serão.
Resumindo: não foi daqueles jogos que ficou gravado de forma indelével na memória mas, que ainda hoje me deixa muitas saudades, disso não tenham a menor dúvida.
Um grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.
Até breve. Prometo.

Frenetic

Hoje vou falar-vos do meu shooter favorito: Frenetic.
São tantas e tão boas as recordações que me chegam à memória quando volto a colocar esta disquete no meu Amiga 500. É um daqueles jogos que ajuda a resumir o quão espectacular foi a minha adolescência e o quanto me deixa saudades...
Recordo-me nitidamente da primeira vez que tive contacto com este jogo. Tínhamos ido a Sub-Rego, a casa do Pedro, para gravarmos uns jogos e foi quando já estávamos para vir embora que chegou o Zezito das Senras e, assim que acabaram as gravações, começou a jogar com o Pedro este fantástico jogo. Como não conhecíamos este Frenetic ficámos um pouco para ver se realmente era tão bom como, à primeira vista, parecia. Foi amor à primeira vista. Os meus caros amigos não passaram do segundo nível mas, para uma primeira impressão, o que tínhamos visto bastava. Viemos embora e, embora tivessemos ido com o propósito de gravar outros jogos, acabámos por vir todo o caminho a falar nesse tal "Frenetic".
Nessa mesma semana acabarias por ir lá gravá-lo e logo te lembraste de mim e passaste por minha casa para que eu pudesse gravá-lo também. Era um jogo que tinha 2 disquetes mas logo descobrimos que a primeira era apenas necessária para vermos a apresentação pelo que foi com imenso agrado que verificamos que, para jogar, apenas era necessária a segunda disquete. É que o dinheiro não abundava e todas as disquetes que se conseguissem poupar eram uma grande ajuda... Eheheh!
Lembro-me que o jogo era composto por 8 fantásticos níveis de crescente dificuldade. E chamar "dificuldade" aos desafios que tínhamos de enfrentar é estar aqui a ser extremamente simpático. Ainda me lembro de, na altura, no Liceu, o Pedro nos ter dito que só falássemos para ele quando conseguíssemos acabar o Frenetic. Era uma espécie de "certificado" de bom jogador. Pois bem. Tarefa cumprida. Primeiro tu, em tua casa, com muito esforço. Depois eu, sozinho, no sótão de minha casa. Apenas o voltaria a acabar por mais uma vez pois era um jogo bastante difícil. Bastava perder uma vida e lá se iam todas as armas e power-ups que tanto nos custavam a ganhar. Lembro-me dos gráficos bonitos, daquela relva verde do primeiro nível; lembro-me do 2.º nível ser do género do 7.º embora este fosse muito mais difícil, como é óbvio; lembro-me do 3.º, 5.º e 8.º níveis também serem semelhantes. E lembro-me que no 4.º nível sobrevoávamos uma espécie de nave gigante em alto mar; falta ainda o 6.º nível que tinha muitas "pedras" espalhadas pelo espaço o que dificultava bastante quando precisávamos escapar a certos tiros...
E falta ainda falar nos bosses que estavam muito bem conseguidos embora alguns deles fossem bem difíceis de vencer. Recordo com particular agrado o do 4.º nível que, embora fosse o menos espectacular, era o mais fácil de derrotar o que fazia que o olhasse com alguma predilecção... Eheheh!
Lembro-me perfeitamente de estar uma tarde a jogar, numa daquelas vezes em que tudo nos sai bem e, em pleno 7.º nível tenho uma daquelas mortes mesmo "estúpidas" e lá se vão as minhas armas todas... Claro que não consegui terminá-lo nesse dia quando tudo apontava para isso... Lembro-me de gritar: %$#%&, #$%$%&%&, "Sou mesmo burro", etc, etc, etc... O meu irmão estava lá em baixo na cozinha, com o Paulo das Silveiras... Quando lá cheguei o Paulo sorriu, olhou-me e disse a célebre frase: "És mesmo burro? E é que ninguém te contraria"... Eheheh! Apesar de estar fulo pelo que tinha acontecido, soltei uma gargalhada mesmo daquelas cá de dentro....
Entretanto, as férias estão aí à porta e podem crer que vou voltar a pegar neste Frenetic e vou tentar acabá-lo mais uma vez. Costuma-se dizer que não há duas sem três. Será?
Um abraço retromaníaco e continuação de bons jogos.

Miguel

P.S. Digam-me que um dia vou voltar a viver isto tudo outra vez. Please...

Bug Bash

Lembro-me de na altura não ter ficado muito impressionado com este Bug Bash. Apesar de graficamente estar bem conseguido havia qualquer coisa na jogabilidade que fazia com que fosse preterido em relação a outros títulos da altura. Lembro-me do dia em que apareceram uns jogos novos lá por casa e tive que sacrificar alguns jogos pois não tinha disquetes "brancas" suficientes para os gravar. Este Bug Bash acabou por ser um dos jogos sacrificados. Felizmente hoje os tempos são outros e consegui recuperá-lo. Continua a ser um jogo mediano mas cativa-me de uma forma que não consigo explicar. Continuo a adorar os gráficos e estou, finalmente, a adaptar-me à jogabilidade. Foi uma das boas surpresas destas férias da Páscoa. Não sei porquê, é um jogo que me cheira a Verão. Ora digam lá se não é uma fragrância agradável?
Já o coloquei nos primeiros lugares da lista de jogos para as férias grandes. Sabem-me dizer se ainda falta muito?
Abraço "retromaníaco".

Miguel

Jumping Jack Son

Hoje trago-vos um jogo original. Descobri-o através da saudosa secção "Micromania" que acompanhava o JN em todos os domingos. A Infogrames conseguia finalmente convencer-me. A música, com clara colagem aos anos 60 estava impecável. E era mesmo a música o aspecto mais importante deste jogo pois a nossa missão passava por nos deslocarmos numa espécie de tabuleiro para colocarmos vários gira-discos a tocar. Claro que tínhamos os nossos inimigos que mais não eram do que instrumentos musicais pormenorizadamente desenhados. Um jogo mesmo muito bom. Os níveis eram 32 divididos em duas partes distintas de 16. A primeira parte, embora não fosse fácil, era mais acessível. A segunda parte chegava a revelar-se caótica. Talvez por isso não o tenha acabado na altura. Mas agora, com a mudança breve para a nova casa onde já tenho o meu Amiga ligado, acho que vou conseguir ultrapassar esse problema. Até porque de todos os jogos do Amiga este é o preferido da Odete. E, quando acompanhado, o vício torna-se indescritível. Atinge outra dimensão. Certamente que nas férias grandes este será dos jogos mais rodados lá por casa. Só espero conseguir terminá-lo antes da Odete. É que há coisas que têm certos limites. E não ia conseguir resistir à humilhação de acontecer o contrário. Eheheh...
Saudações retromaníacas!

Miguel

Sensible Soccer

O nome "Sensible Software" vai ficar para sempre gravado no meu coração. Embora eu seja um fã incondicional da série "Kick Off" (que é aquela que ainda hoje mais jogo e a qual prefiro), reconheço que o melhor jogo de futebol de todos os tempos só pode ter um nome: "Sensible Soccer". Tanto a "solo" como (e principalmente) na companhia de um amigo, jogar Sensible Soccer foi, talvez, um dos maiores vícios de todos os tempos. Ainda tenho gravados na retina milhares de golos marcados "em arco", as célebres cabeçadas em que os jogadores saltavam de uma forma hilariante, o pormenor da cor do cabelo e da pele já estar de acordo com o jogador em questão... numa palavra: FENOMENAL. Ainda hoje, e creio que ainda por muitos anos, este jogo está "anos-luz" à frente de qualquer FIFA ou PES.
Recordo com saudade as noites em que de uma assentada fazia todos os jogos de qualificação da equipa das Quinas rumo ao mundial de 1994 nos Estados Unidos da América. Já que no campo não foi possível a qualificação, encontrava aí a oportunidade única e indescritível de me vingar. Bem sei que mesmo assim não era nada fácil levar de vencida a Itália e até mesmo a Suíça mas garanto que ainda foram "vastas" as vezes em que esses senhores saíram humilhados depois de um jogo com a minha Selecção Nacional.
Tempos óptimos. Ainda hoje este é dos jogos que mais rola no meu Amiga 500 lá em casa. Cada jogo é sempre um "novo desafio". E nas noites raras em que disponho de 2 horas seguidas para jogar, quase nunca resisto à tentação de jogar novamente a qualificação para o mundial americano. Não consigo explicar. Está-me no sangue...
Já estive a ligar todos os meus computadores antigos e todas as consolas na minha casa nova. Só falta um ecrã à altura do acontecimento. Quando ficar tudo prontinho, podem crer que o mundial da Africa do Sul vai começar mais cedo lá por casa. Com aqueles jogadores de tamanho minúsculo...
Um grande abraço e continuação de bons jogos...

Miguel

Midnight Resistance

Hoje trago-vos este Midnight Resistance. Trata-se de um dos melhores jogos de Acção/Plataformas para ser jogado "a dois". Sendo uma criação original para os salões arcade da já extinta Data East era de esperar um jogo nada menos do que soberbo. Felizmente assim aconteceu. A conversão para o Amiga esteve a cargo da Special FX e da Ocean que conseguiram trazer para esta versão uma jogabilidade viciante. Ainda hoje é dos jogos que recordo com maior saudade. Lembro-me perfeitamente que o jogo exigia alguma dedicação e paciência. A espaços, era capaz de proporcionar momentos de prazer difíceis de superar. E tudo isto era elevado quase ao infinito quando jogado com um amigo.
Quando o "acabei" pela primeira vez recordo-me de reiniciar logo ali, sem perder tempo, a aventura desde o princípio. Mesmo depois de ter acabado com aquela maldita cabeça gigante que se fartava de pular à minha frente, com o cérebro à mostra, de onde saíam uma espécie de minhocas "chatas como um raio". Depois de conseguir matar tão estranho Boss lembro-me de acontecer uma paragem na leitura da disquete e do jogo "ir abaixo". Mas, para mim, não restavam dúvidas. Aquele era mesmo o Boss final. Depois disso haveria de voltar a terminá-lo várias vezes, algumas tendo o Pedro por companheiro. E o jogo acabava sempre da mesma forma...
Até que os anos foram passando e temos a internet aqui mesmo à mão. Não sei se conseguem imaginar a alegria que senti ao descobrir que afinal ainda há jogo para além daquele Boss. Felizmente ainda há desafios a ultrapassar. Escusado será dizer que assim que terminar o processo em que me encontro de "mudança de casa" este será um dos jogos prioritários na minha nova sala feita a pensar nas minhas sessões de "retrogaming".
É, sem dúvida, dos meus jogos preferidos.
Enfim. Numa palavra: SOBERBO.
Saudações retromaníacas e continuação de bons jogos.

Miguel

The Great Giana Sisters

Depois de um longo período de ausência, eis-me de volta para vos falar de mais um jogo para o Commodore Amiga 500. Desta vez vou dedicar estas linhas a um dos jogos que acompanhou o meu Amiga aquando da sua compra em 1990. Trata-se de um dos meus jogos preferidos e tem por título: The Great Giana Sisters.
Na altura do seu lançamento acabou por ser um jogo envolto em alguma polémica uma vez que parte da comunidade de gamers considerava-o uma "cópia" do consagrado Super Mário da Nintendo. Muitos, apenas por esse facto, consideravam-no pouco mais do que "lixo" mesmo sem lhe darem uma oportunidade. Felizmente, um número considerável de gamers (onde me incluo) resolveu dar-lhe o benefício da dúvida. No meu caso posso dizer que o resultado foi simplesmente brutal. Desculpem a "heresia" mas este Giana Sisters é muito melhor que o Super Mário. De longe.
É um típico jogo de plataformas, com 32 níveis, passagens secretas, níveis excelentemente bem concebidos e, o melhor de tudo, montes de saltos que requerem uma precisão muito maior do que a de um qualquer relógio suíço.
Lembro-me que nunca cheguei a terminá-lo. Ainda hoje, apesar de ser dos títulos a que mais me dedico quando consigo algum tempo de lazer, não consegui ir além do nível 22. Mas não me canso de continuar a tentar. Nunca. E garanto que de cada vez que o jogo sinto o cheiro a madeira daquela mesa onde tinha o computador há 20 anos atrás. Enquanto a Giana pula as minhas lembranças também saltam cá dentro. Dá uma saudade...
Em suma, trata-se de um jogo de plataformas soberbo e que ainda hoje recomendo vivamente.
Saudações retromaníacas.

Miguel

P.S. Com este meu regresso trago também o compromisso de tudo fazer para actualizar este blogue, pelo menos, uma vez por semana.

Emlyn Hughes International Soccer

O meu primeiro contacto com este Emlyn Hughes International Soccer foi através do saudoso Spectrum. Nos finais dos anos oitenta, o ZX Spectrum ainda reinava e as delícias dos "micromaníacos" de então eram feitas com clássicos do futebol como "Matchday 2" ou "Emílio Butragueño Futbol". Lembro-me dos infinitos jogos passados com o Nuno, um primo meu de Castelo de Paiva que passava muitas vezes o fim-de-semana lá em minha casa para partilharmos o vício do Spectrum. E o Emilio Butragueño fez-nos companhia tantas e tantas vezes...
Até que um tal de Miguel "Confiança" veio morar para a casa ao lado da minha. Era um rapaz do Porto e que trazia com ele um "Spectrum +2" e que tinha milhentos jogos. Um deles era este Emlyn Hughes International Soccer. Lembro-me de ter ficado de boca aberta a primeira vez que tive oportunidade de jogar em casa dele. Que saudades...
Mais tarde, já com o Commodore Amiga por companheiro viria a conseguir a respectiva versão. A jogabilidade mantinha-se mas agora com uns gráficos muito melhores. A vida é bela, não?
Eu e o Pedro multiplicámo-nos em jogos e jogos, tentando aprofundar aquilo que "Kick Off", apesar de muito melhor em termos globais, não conseguia fazer. Proporcionar jogadas de refinado recorte estético. Agora era possível tentar fazer tabelas com os companheiros, coisa impensável em "Kick Off".
Não era dos melhores jogos de futebol mas que foi uma óptima companhia na altura, isso foi. Apesar de não ser brilhante, marcou a sua época com alguns promenores deliciosos e inovadores.
Obrigado por isso.
Abraço "retromaníaco"...

Miguel

Toki

Quando tive o Commodore Amiga, a princípio, fui vivendo dos jogos que vinham com o computador e também com outros que fui gravando de amigos meus. Até que num certo sábado mágico, numa das muitas tardes que me deslocava a S. J. da Madeira para as minhas aulas de piano, lá consegui convencer a minha mãe a deixar-me comprar um jogo. Lembro-me bem do sorriso dela quando me deu o dinheiro para a mão e disse: "Toma lá. Compra dois. Mas é para continuares a estudar como até aqui." Foi música para os meus ouvidos. Pedi apenas um e podia agora comprar 2 jogos. Posso dizer-vos que naquela tarde a aula de piano até correu melhor do que o costume. E já costumava correr bem...
Foi a primeira vez que entrei na "casa dos sonhos". A primeira de tantas. Ficava bem pertinho do centro comercial de Santo António e chamava-se "EPC Informática" e ainda me lembro que davam umas sacas vermelhas todas catitas... Eheh!! As funcionárias eram um espanto. Tanto em beleza como em simpatia. Lembro-me de entrar e a casa estar cheia de outros tantos rapazes como eu. Quando chegou a minha vez lá pedi a lista de jogos para o Amiga e, como o autocarro para Arouca não esperava por ninguém, tinha que ser rápido na minha escolha. A lista tinha que ser lida "na diagonal" para poupar tempo. Tentava lembrar-me, naquele curto espaço de tempo, das indicações dadas pelo João Cruz na secção "Micromania" do JN de domingo e foi assim que acabei por trazer o "Chase HQ 2" e o "Toki". Escusado será dizer que este último foi um dos jogos que me ocuparam tardes e tardes de pura satisfação. Ainda me lembro que se escrevêssemos "Michel Janicki Jean Charles Meyrignac" podíamos jogar, logo de início, qualquer um dos níveis do jogo. Foi com esta "cheat" que me fui aperfeiçoando em cada um dos níveis para mais tarde conseguir acabar o jogo todo limpinho de princípio ao fim, várias e várias vezes. Ainda hoje é um vício. Lembro-me de no dia seguinte ter passado a tarde em casa do Pedro a jogar esta pequena pérola e lembro-me também dos bosses dos 3.º, 5.º e último nível terem sido aqueles que mais trabalho deram a derrotar. Mas valeu a pena cada segundo de esforço... Eheheh!!!
Foram anos e anos a entrar na "EPC Informática" para comprar jogos e, de todas as vezes, tinha a esperança de encontrar na lista um "Toki 2". Infelizmente nunca sucedeu. Ainda hoje não compreendo porque nunca houve uma sequela dado o tremendo sucesso do original. Mas paciência. Ainda houve uma versão para a megadrive mas comparada com esta para o Amiga era uma verdadeira "porcaria".
Estou prestes a mudar de casa e então ando a organizar algumas coisas. Uma delas é a minha colecção de disquetes do Amiga. Um dia destes matei saudades deste macaquinho preferido. Já não me lembrava de algumas armadilhas mas com mais um bocadinho de aplicação isso vai ao sítio. Podem crer que vai...
Saudações retromaníacas!

Miguel